28 de set. de 2012

8 de abr. de 2012

Sou uma ferida de guerra. Um ex-combatente, que sobreviveu à guerra, mas cheio de neuroses.  

SÃO FRANCISCO XAVIER

São Francisco Xavier é um distrito de São José dos Campos, localizado a 170 km da capital de São Paulo. Uma pequena vila, de ruas de paralelepípedos, com um centrinho charmoso, simpático e acolhedor. Muito verde, corredeiras e cachoeiras. À noite, o visual da neblina permeando as montanhas é lindo. Recomendo a pousada Villa Vittoria (http://www.villavittoria.com.br/ . Um pedacinho da Toscana no meio das montanhas, com jardim florido e lindos aceres ao longo do caminho que leva ao chalé, impecavelmente decorado e cuidado por mãos detalhistas e delicadas da proprietária Monica. Café da manhã maravilhoso e um ovo mexido...hum...segredo: preparado com requeijão. Para almoçar ou jantar, o restaurante Alegro é imbatível. O melhor frango caipira e a melhor truta que já  provei (http://www.alegrorestaurante.com.br/). De sobremesa, ambrosia. No caminho das artes, cerâmica da Cláudia, arte em madeira de Thania Negrão, pinturas em tela e máscaras venezianas. Um lugar para desacelerar e apreciar.












2 de abr. de 2012

FELICIDADE

Dizem que a felicidade é um estado de espírito, mas, felizmente, para nosso deleite, pode ser incrivelmente palpável, comestível, de encher os olhos...



30 de mar. de 2012

Coisas do Judiciário

Um desembargador aposentado, atualmente advogado, foi ao Tribunal onde trabalhou advogar. Resolveu estacionar seu veículo dentro do prédio do Tribunal, onde teve uma vaga privativa, quando desembargador. Ou esqueceu-se de que não era mais desembargador, mas advogado, ou de que é advogado, e não mais desembargador. Certo é que, não contando com aquela vaga privativa transferida para seu sucessor no cargo, resolveu estacionar seu veículo numa vaga para deficiente. Quando avisado pelos seguranças de que a pessoa que tem direito à referida vaga aguardava para estacionar, o esquecido ou desavisado ou deseducado, sem retornar para retirar o carro, disparou: "é rapidinho, vou ali resolver uns negócios", e subiu pelo elevador privativo destinado a desembargadores.

6 de fev. de 2012

AMAR


"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?


Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia, 
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?


Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
de rapina. Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.


Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita."

O poema acima de autoria de Carlos Drummond de Andrade fala do amor, do "amor sem conta", amor incondicional, sem razão ou explicação, amor que é desejo, sentimento, que não se esgota, amor por ausência, por insuficiência, que nunca é o bastante.
Resolvi escrever sobre o amor ao ouvir a frase "amar é decisão, e não sentimento".
Não sei se concordo com ela.
Para mim, dedicação e entrega (a frase continua "é dedicação e entrega") são consequências do amor, e não o amar em si. Não acredito que, numa cultura social em que as pessoas não escolhem seus próprios parceiros, possa a decisão de cada um deles de se amarem reciprocamente ser suficiente ao nascimento do amor.
Também não acredito no amor à primeira vista. Aquela sensação de "borboletas no estômago", de se quererem bem e de se sentirem bem, a que muitos chamam de amor, talvez seja paixão, talvez um nome ainda não dicionarizado, mas amor não pode ser.
Porque amor é muito mais que isso e demanda muito tempo para despontar.
Amor é quando dois tornam-se um e, de tão imbricados que vivem, já não é mais possível distinguir o que é genuinamente de um ou um mero eco do outro.
Amor é quando a vida do amado passa a ser tão ou mais importante que a do próprio amante, para quem a perda do amado é uma perda de si mesmo.
Como escreveu Lygia Fagundes Telles:

"Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado, muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça.
Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem."



3 de fev. de 2012

PINHEIRINHO

Caso Pinheirinho: mais uma demonstração de que a briga de vaidades no Judiciário é quem decide. O STF e STJ já bateram o martelo ao deliberarem que quem decide sobre eventual interesse da União nos processos é a Justiça Federal. Rodrigo Capez, quem determinou o descumprimento da ordem federal do Desembargador Federal Antonio Cedenho, "botando tudo pra quebrar", se defende dizendo que a decisão da Justiça Estadual de reintegração de posse é soberana, ou será que sua atitude indefensável tem a ver com o fato de ser irmão do Deputado Estadual do PSDB, Fernando Capez?

Abaixo, você assiste ao vídeo em que o Defensor Público Jairo Salvador explica o que, de verdade, aconteceu:

GREVE NA BAHIA


Não consigo me posicionar a respeito da greve da PM na Bahia, se os policiais podem, se não podem parar, se legítimas ou não suas reivindicações, porque ainda não consegui aceitar a ideia do "direito de greve". Greve, por conceito e para não cairmos em contradição, não me parece algo que possa ser regulamentado por lei, é meio absurdo, paradoxal, estou certa?


É como se o Estado dissesse: Olha, todos devem obediência ao Estado e ao estado de coisas estabelecidas por lei. Agora, se é para desobedecer, que seja dentro das regras que eu Estado crio.

PENSAMENTOS

Infelizmente, para a vida não há manuais e, caso houvesse, seriam todos inúteis, pois, ainda que parecidas as histórias e as pessoas, cada ser é único no modo com que se doa e recebe do mundo, e esse não é sempre um sol que se abre pra todos; às vezes, e muitas, é penumbra que se estende ao longe, feito túnel sem fim na luz. Por isso, deixo de pensá-la, a vida, como uma sucessão de causas e efeitos, que, caso previamente conhecidos, me fariam tomar a decisão certa para obter o resultado desejado. O imponderável está sempre presente e, se possível fosse criar alguma "receita" de viver, essa seria assim: não tema o acaso, o imprevisto, o nonsense, as coisas sem sentido, elas existem e ponto, a despeito de psicólogos, religiosos e gurus de plantão insistirem no contrário e de sua busca desenfreada por uma razão, motivo ou sentido para a vida.     

31 de jan. de 2012

O QUE GOSTARIA DE TER ESCRITO A VOCÊ

"Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem." Veronica H.

29 de jan. de 2012

BRASILEIRO E O SERVIÇO PÚBLICO

A moça que trabalha em casa (diarista) tem uma filha dislexa. Falei sobre a existência da ABD (Associação Brasileira de Dislexia), que oferece atendimento por equipe multidisciplinar. Pergunta se ela, com telefone e endereço em mãos, procurou o serviço. Claro que não. Um dia desses ainda me disse que não vê a hora de poder pagar à filha uma escola particular (aliás, hoje ela está passando as férias com os avós na Bahia e a matricularam numa escolinha particular de reforço, mesmo com todas as privações por que passam). Esse é um de tantos outros exemplos que teria para contar para concluir que brasileiro acha que tudo que é público é gratuito, e que tudo que é dado de graça não presta. Os serviços públicos são ruins porque as pessoas, ao invés de exigirem melhorias, não os querem, fogem deles como o diabo foge da cruz. E nem sempre isso (qualidade ruim dos serviços públicos) é verdade. Por exemplo, os maiores especialistas da área médica estão no HC (Hospital das Clínicas), em São Paulo, e a Defensoria Pública faz um trabalho muito superior a muitos advogados por aí. Os serviços públicos, de uma forma geral, vão mal, mas, a continuar o estigma de que devem ser destinados apenas para pobres e que, em tempos atuais, ninguém quer ser pobre (todos querem ascender socialmente), ficarão piores.

OBA MORRISSEY NO BRASIL

A última passagem de Morrissey pelo Brasil foi em 2000. Infelizmente, na época, não pude ir ao show. Imaginem minha felicidade ao ouvir no rádio que Morrissey fará apresentações em março, em São Paulo, no Espaço das Américas, Barra Funda, dias 11 e 12. Hehehehehehehe!!!! Com certeza estarei lá. Pena que ainda nada divulgaram sobre compra de ingressos. Melhor ficar de plantão, antes que rapidamente se esgotem.
Até lá, cd's e vídeos.

Heaven knows I'm miserable now.



Um adendo: alteraram o local do show para o Via Funchal.

23 de jan. de 2012

PARA OUVIR A DOIS - CONTINUAÇÃO

Só hoje, ouvindo no rádio "We just don't care" de John Legend, lembrei-me de não poder deixar de incluir na lista de músicas para ouvir a dois essa música, feita no mais alto estilo de Marvin Gaye, com "Let's get it on".




9 de jan. de 2012

ETERNIDADE

Hoje, assistindo ao filme "Quincas berro d'água", ouvi em uma das cenas "A noite do meu bem", música imortalizada na voz de Dalva de Oliveira. Lembrei-me de uma doce amiga do colegial. A mãe tinha o hábito de cantá-la em casa, e ela cantava para mim durante as aulas. E saber da existência dessa música por ela foi mais importante para minha vida do que todos os saberes que tão bem-intencionadamente os professores desejavam me ensinar. Sempre que a escuto, lembro-me dela, tão melancólica, cantando.
Um dia perguntei ao padre com quem trabalhei na Pastoral Carcerária se acreditava em vida eterna, tal qual apregoava, e ainda apregoa, a igreja católica. 
Ele respondeu que eternidade para ele é quando fazemos o bem a alguém, e esse alguém o transmite a novo alguém, que transmite a outro, e a outro, e a outro, infinitamente.
"A noite do meu bem" imortalizou-se dessa forma. A minha amiga imortalizou-se, para mim, cantando "A noite do meu bem". E eu quero um dia poder cantá-la também para minhas crianças.


CRIANÇAS SÃO SÓ CRIANÇAS?

Minha sobrinha de 7 anos, enquanto pintávamos mandalas, me perguntou:
- Tia, vc tinha muitas amigas quando era criança? 
- Não, tinha poucas.
- Quantas?
- Tinha umas três (só não expliquei que na conta incluía minha irmã - até hoje uma grande amiga- e uma prima).
- Eu só tenho uma, as outras é tudo falsas.
Surpresa, não lhe disse que demorei, pelo menos três vezes a sua idade, para descobrir isso.
É claro que, hoje, com mais de 33 anos, meu mundo não é mais assim, digamos, tão dicotômico (amigos verdadeiros, amigos falsos), mas assusta um pouco ver que para crianças desta idade o pano do teatro mágico já caiu. Nessa idade, até em papai noel eu acreditava.

6 de jan. de 2012

CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL - OXÍMORO?

Hoje assisti à parte de um documentário chamado "Obsolência programada", que trata da lógica da economia capitalista de crescer por crescer, a ponto de todas as coisas produzidas terem uma vida útil cada vez menor, o que, por um lado, estimula o consumo e, de outro, aumenta os resíduos (o que fazer com eles, onde descartá-los?). O primeiro produto a sofrer da tal obsolência programada foi a lâmpada. Criada para durar 1500 horas, aos poucos o mercado foi dominado por cartéis, que passaram a controlar o consumo e a ditar seu tempo de vida útil, introduzindo dispositivos que reduziram aquelas horas. E a idéia espalhou-se para todos os setores e bens de consumo. O lema de nossa sociedade atual é "comprar, jogar fora, comprar". O custo do conserto de um bem durável hoje em dia praticamente atinge o valor de um novo, o que faz com que o descarte e a compra de um novo sejam a opção escolhida pela sociedade de consumo.
Economistas igualam a lógica capitalista ao câncer, o único que cresce por crescer.
Os reflexos desse comportamento já são sentidos e temas como o crescimento sustentável estão na ordem do dia. Afinal, o mundo é finito e por isso não comporta um crescimento infinito da economia.
Sobre o assunto recomendo a leitura do texto http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2004000200012&script=sci_arttext, que, em resumo, afirma:

"Desenvolvimento sustentável deve ser desenvolvimento sem crescimento – mas com o controle da população e a redistribuição da riqueza – se é para ser um ataque sério à pobreza."


4 de jan. de 2012

PARATI OU PARATY

Parati é nome de peixe, Paraty significa água de mar. Hoje a grafia utilizada é Parati. Uma cidadezinha patrimônio nacional (atualmente pleiteia o título de patrimônio universal junto a UNESCO), cujo centro histórico já vale a viagem. Foi o que fizemos nesse Reveillon. Nada de praia, embora Parati possua mais de 300, muitas acessíveis apenas por barco, paradisíacas. O tempo também não ajudou muito, já que estava nublado, então aproveitamos para dormir, comer e andar pelas charmosas vielas de pedras ladeadas por casarões coloniais. Parati, embora pertença ao Estado do Rio de Janeiro, foi um grande porto para escoamento dos produtos paulistas e mineiros, como café, ouro e açuçar, ao exterior.
Dizem que a cidade foi fundada por maçons. O símbolo maçônico do triangulo é visto em todos os cruzamentos das ruas. Vê-se que todos os três imóveis de esquina, exceto um portanto, possuem uma coluna em pedra, o que forma um triângulo imaginário, símbolo da maçonaria.
Outros fatos interessantes são que o centro histórico foi construído com 33 quarteirões e as casas construídas na escala 1:33.33, número maçônico. Observa-se também que alguns casarões preservaram faixas com desenhos geométricos, que também identificavam os maçons, além da tradicional pintura branco e azul turquesa. 
Algumas imagens com os símbolos:



Hospedamo-nos na pousada Pardieiro, localizada no centro, em trecho na rua do comércio bem residencial, silêncio total e um jardim interno com muita natureza e sons de passarinhos.

A pousada é charmosíssima. Foi de propriedade do saudoso Paulo Autran. Possui móveis antiquíssimos e o café da manhã é servido ao som de música clássica. Você literalmente volta no tempo. Está na lista dos 1000 lugares a conhecer antes de morrer, merecidamente.

A pousada é para os que gostam de contato com a natureza, silêncio, conversas (os apartamentos não possuem televisão, nem cd player), enfim, se desligar do mundo apressado de hoje.

Aqui vai o link da pousada:

Para comer indico: Café Pingado - http://cafepingadoparaty.blogspot.com/ . Todos os doces são excelentes, sem falar no café, capuccino, mocaccino. Se você quer fazer uma refeição leve, tem tortinhas salgadas acompanhadas de salada. E os precitos são bem camaradas.

Para quem quer saborear uma boa moqueca de camarão (no cardápio consta bobó de camarão, mas achei que estava mais para moqueca), indico o restaurante Sabor do Mar - http://www.paraty.com.br/sabordomar/. Serve duas pessoas e custa R$ 100,00. Eles também trabalham com vários pratos com peixes, que são todos fresquinhos, você escolhe na vitrine.

O meu queridinho, pela tenda armada na área externa e a excelente cozinha mediterrânea, é o Refúgio - http://www.restauranterefugio.com/. Mas se prepare para gastar. Os melhores pratos são os mais caros. O meu preferido é o camarão à moda do Nick, em homenagem a um antigo pirata que rondava pela região. Esse prato é individual e custa R$ 88,00.

Com preços mais acessíveis, tivemos indicação pela pousada do Chafariz. É um restaurante antigo em Parati. Ao passar em frente, você não dá nada por ele, mas se a pousada indicou é porque deve ser bom. Infelizmente, não tivemos tempo de experimentá-lo, assim como também não fomos ao badalado Banana da Terra, super recomendado, também tradicional na cidade, mas da linha de restaurantes caros.

Para massas, o Punto Divino - http://www.puntodivino.com.br/. Não gostei da pizza, mas as massas, recomendo.

Não gostei do galeria do engenho, na rua da Lapa. A não ser que você curta uma comida boiando no óleo... Pedimos uma lagosta, que no cardápio seria grelhada. A lagosta foi frita e levemente empanada. O gosto era de óleo velho, com gosto de peixe, provavelmente aproveitado de outra fritura. Senti gosto de óleo, de peixe, menos de lagosta. E o atendimento é dos mais lerdos que já vi. Não que eu estivesse com pressa, mas sabe aquela situação de você levantar a mão para fazer algum pedido e o garçom fingir não ver, fazendo cara de paisagem? Pois é.




28 de dez. de 2011

REDES SOCIAIS

Redes sociais são verdadeiros laboratórios de estudo de comportamentos humanos. Um deleite para os psicólogos ou metidos a.
Vários são os perfis de cada perfil.
Há os futebolistas. Aqueles sempre dispostos a comentar, passo a passo, todos os jogos e a caçoar dos times e torcedores adversários.
Há quem mete Deus em tudo, e não O deixa em paz, postando incessantemente mensagens do tipo "Deus é meu pastor, por isso nada me faltará".
Não podemos nos esquecer também daqueles que fazem questão de repetir o quanto são felizes e suas vidas um mar de rosa, perfeitas para um comercial de margarina. Numa vertente próxima, os exibicionistas, comprando, viajando, amando. Quanto a esses últimos, nunca entendi direito as declarações de amor feitas pelo facebook, quando o amado se está ao lado, ao vivo e a cores. É preciso que a declaração seja pública?
Há os politicamente corretos, os engajados, os defensores dos animais, os zens, e os que não dão a cara, nem para curtir as postagens alheias.
Os adolescentes formam um capítulo à parte. Acho graça quando escrevem, com ar de quem  fez uma grande descoberta, o óbvio ululante. Ai, meu Deus, eu já fui assim!!!!!
No fundo, todos à procura sabe-se lá de que. De visibilidade, reconhecimento?
Sou do tipo que mais observa do que se expõe, e não poderia ser diferente, já que na vida real sou assim. Muito cômodo para mim, já que posso julgar o que vejo sem ser julgada.Talvez essa seja uma das razões para eu não me arriscar tanto, postando o que ninguém vai curtir. A propósito, as poucas vezes que postei, o feedback foi mínimo. As pessoas, em sua maioria, preferem o consenso, e eu o que escapa do senso e lugares comuns. 
E vc, qual o seu tipo virtual?

ADELE - ESQUECIMENTO


Alguns podem estar se questionando o porquê de eu não citar Adele dentre os bons lançamentos musicais de 2011. Não que eu não curta Adele. A primeira vez que a ouvi foi em 2009, cantando Chasing Pavements. Fiquei encantada, é claro, e, com o lançamento de Rolling in the deep, não poderia ser diferente, até... que a mídia brasileira passou a noticiar overdosamente a cantora, e cai na dúvida.
Não apenas acho que toda unanimidade é burra, como já dizia o saudoso Nelson Rodrigues, como também que toda maioria é ignorante e quase sempre não tem bom gosto musical.
Quando as redes sociais foram invadidas por postagens maciças de vídeos de Adele, comecei a desconfiar se realmente o som dela é tão bom.
Continuo achando que sim, mas não aguento mais ouvi-la. Quem sabe, quando cair no ostracismo, volte a escutá-la. Por enquanto não dá.
O mesmo aconteceu com, por exemplo, Coldplay. Preferia o som anterior a Viva la vida. Depois deste álbum, o Coldplay aproximou-se muito da fase pop do U2. Não gostei.
Outro que me incomoda vê-lo na boca do povo é John Mayer. Adoro o álbum Continuum, mas não gosto da quase unanimidade em torno de seu nome.
É, acho que sou uma ciumenta musical.






27 de dez. de 2011

CINE JOIA



Recém inaugurado e revitalizado pelo empresário Facundo Guerra, o Cine Joia promete ser uma das melhores casas de show de São Paulo.
Já trouxe Ladytron e agora em dezembro Kings of Convenience.
Estão à venda ingressos para o show de Mayer Hawthorne, cujas músicas recebem influência do soul e jazz - 

http://www.youtube.com/watch?v=thFNaRw1yfk

http://www.youtube.com/watch?v=pBKx8PyE5qQ